Momento reflexão: proposta de intervenção em psicologia educacional

Carolina Duarte de Souza, Juliana Macchiaverni, Ana Paula Benatti, Maria Aparecida Crepaldi

Resumo


Este artigo descreve um método de trabalho em psicologia educacional embasado na teoria sistêmica e no construcionismo social. O Momento Reflexão (MR) é uma proposta interdisciplinar de intervenção em problemas do contexto escolar, que consiste em reuniões periódicas entre a professora e a equipe técnica. A partir das demandas emergentes no MR todos colaboram para construir estratégias de ação e planejar as intervenções mais adequadas para cada situação. Essas podem ser: conversações de dissolução do Sistema Determinado pelo Problema, intervenções mediadas, atendimento interdisciplinar com a família, observação em sala de aula, intervenção direta, encaminhamento para avaliação de outros especialistas. Por fim, todas as intervenções supracitadas têm como meta trabalhar as relações estabelecidas no contexto escolar. 


Palavras-chave


Psicologia Educacional, Psicologia Escolar, Teoria Sistêmica, Construcionismo Social

Texto completo:

PDF

Referências


Andersen, T. (1998). Reflexões sobre a Reflexão com as famílias. In: S. McNamee, & K. J. Gergen. A Terapia como Construção Social. Porto Alegre: Artes Médicas.

Andersen, T. (2002). Processos Reflexivos. Rio de Janeiro: Instituto NOOS: ITF.

Anderson, H. (2009). Terapia Colaborativa: Relacionamentos e Conversações. Nova Perspectiva Sistêmica, 33, 37-52.

Anderson, H., & Goolishian, H. (1998). O cliente é o especialista: abordagem terapêutica do não-saber. In: S. McNamee, & K. J. Gergen. A Terapia como Construção Social. Porto Alegre: Artes Médicas.

Andrada, E. G. C. (2005). Novos paradigmas na prática do psicólogo escolar. Psicologia: reflexão e crítica, 18(2),196-199.

Barros, L. P. C. de P. R. & Rasera, E. F. (2012). O uso das cartas terapêuticas na prática clínica. Psicologia Clínica, 24, 193 -207.

Beaudoin, M-N. & Taylor, M. (2006). Bullying e Desrespeito. Porto Alegre: Artmed.

Coimbra, C. (1990). A divisão social do trabalho e os especialismos técnico-científicos. Revista do departamento de psicologia da UFF, 2(2),10-16.

Conselho Federal de Psicologia (2007). Resolução CFP Nº 013/2007. Recuperado em 27 junho 2009, de http://www.sbph.org.br/resolucao2007_13.pdf

Curonici, C., & McCulloch, P. (1999). Psicólogos e professores: um ponto de vista sistêmico sobre as dificuldades escolares. São Paulo: EDUSC.

Duque, D. F., Souza, C. D. de, & Cromack, E. M. P. da C. (2009). Ciranda: um olhar diferenciado sobre a escola. Pensando Famílias, 13(2), 163-183.

Garcia, A. (2007). Em buscas das escolas na escola: por uma epistemologia das “balas sem papel”. Educação e Sociedade, 28(98), 129-147.

Gergen, K. J. (2009). Construção Social e Comunicação Terapêutica. Nova Perspectiva Sistêmica, 33, 9-36.

Goolishian, H. A. & Winderman, L. (1989). Contructivismo, autopoieses y sistemas determinados por problemas. Sistemas Familiares, 5(3), 19-29.

Oliveira, I.B. (2007). Aprendendo nos/dos/com os cotidianos a ver/ler/ouvir/sentir o mundo. Educação e Socedade, 28(98), 47-72.

Rezende, P. C. M., Oliveira, L. G., & Gomes, L. R. S. (2013). Cartas Reflexivas: um recurso intervenção em psicologia educacional. Psicologia da Educação, 37(2), 43-50.

Schnitman, D. F. (2011). Processo generativo e práticas dialógicas. Nova Perspectiva Sistêmica, 41, 9-34.

Vasconcelos, E. M. (2000). Serviço Social e Interdisciplinaridade: o exemplo da saúde mental. In: E. M Vasconcelos (org.) Saúde Mental e Serviço Social: o desafio da subjetividade e da interdisciplinaridade (pp. 35- 67). São Paulo: Cortez.

Vasconcellos, M. J. E. (2002) Pensamento Sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas, SP: Papirus.

White, M. & Epston, D. (1993) Medios narrativos para fines terapéuticos. Barcelona: Paidós.

White, M. (2012). Mapas da prática narrativa. Porto Alegre: Pacartes.

Zanella, A. V. (2003). Reflexões sobre a atuação do(a) psicólogo(a) em contextos de escolarização formal. Psicologia ciência e profissão, 23(3), 68-75.

Zanella, A. V. (2006). Pode até ser flor se flor parece a quem o diga: reflexões sobre Educação Estética e o processo de constituição do sujeito. In S. Z. D. Ros, K. Maheirie & A. V. Zanella (Eds.), Relações estéticas, atividade criadora e imaginação: Sujeitos e (em) experiência (pp. 33-47). Florianópolis, SC: Editora da Universidade Federal de Santa Catarina.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia

A revista Nova Perspectiva Sistêmica é publicada pelo Instituto Noos São Paulo.

Está indexada por Latindex, DOAJ, Clase, BVS-PSI, PePSIC, Periódicos CAPES, MIAR Universitat Barcelona e Google Acadêmico.

Conceito B3 no Qualis.