Cerimônia de Definição: o percurso entre a primeira e a segunda escuta no processo de formação do terapeuta

Ana Luisa Coutinho

Resumo


O artigo apresenta uma experiência de teoria em ação na formação da autora no Instituto Familiae, de São Paulo, entre 2010 e 2014, por meio de um caso atendido no curso em dezesseis sessões. Trata do impacto provocado pela escuta da primeira sessão da terapia familiar, designada como “primeira escuta”, em contraste com as reflexões surgidas, decorridos três anos, o que está sendo nomeado como “segunda escuta”. Desde uma perspectiva sócioconstrucionista e como integrante de uma equipe reflexiva, a autora faz algumas reflexões sobre conceitos como linguagem constitutiva da realidade, empoderamento, posição de não saber e dialogismo, entremeando a discussão desses conceitos, das mudanças que eles propõem e das transformações que promoveram na escuta e no ser/estar em relações da autora com o relato de fragmentos de algumas sessões. O título Cerimônia de Definição é inspirado na abordagem narrativa de Michael White e consolida a apropriação dos recursos adquiridos no percurso da formação e também no processo de escrita deste relato. O artigo foi escrito com base em registros escritos e de áudio das sessões selecionados, mantendo a cronologia original. Os nomes dos participantes foram alterados para preservar o anonimato.

DOI http://dx.doi.org/10.21452/2594-43632018v27n60a02


Palavras-chave


Construcionismo Social; Posição de não saber; Terapia Narrativa; Dialogismo; Processos Reflexivos

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