“Ninguém tem o direito de me fazer o bem sem meu consentimento”: experiências, conversas e reflexões sobre saúde mental no Paraguai

Rocío Recalde, Sofía Cálcena

Resumo


A visão modernista vinculada ao âmbito da saúde mental, do diagnóstico e suas implicações tem sido tópico de discussão durante décadas e ainda continua vigente nos sistemas públicos de saúde mental no Paraguai. Este artigo constitui-se num ensaio sobre as práticas clínicas a partir de uma entrevista em profundidade com uma usuária dos serviços de saúde pública. Partindo dos aportes do construcionismo social e das terapias pós-modernas, propõe-se como objetivo: a) conhecer e dar a conhecer a história de uma pessoa a partir das suas experiências como usuária dos serviços de saúde mental no Paraguai; b) reconhecer as implicações do emprego das linguagens baseadas no déficit e; c) destacar, a partir da experiência narrada na entrevista, os espaços promovidos a partir de e pelos usuários como geradores de possibilidades terapêuticas e políticas alternativas às oferecidas pelos sistemas de saúde mental nacionais. Finalmente, refletimos sobre como uma postura colaborativa permitiria não apenas que os prestadores de serviço de saúde pública revissem suas práticas, mas também que os usuários se tornassem visíveis a partir de narrativas geradoras de sentidos mais esperançosos no quadro de uma construção conjunta.


Palavras-chave


sistemas de saúde mental, diagnóstico, construcionismo social, terapias pós-modernas, linguagem.

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