"O menino e a abóbora”: a arte de um encontro

Marcia Zalcman Setton

Resumo


Neste artigo, a partir da prática terapêutica, a autora relata a busca de um embasamento teórico para a compreensão de um atendimento no qual se obteve resultados surpreendentes em prazo muito curto, partindo de uma postura do “não saber”. Descreve sobre seu processo vivencial de reflexão, suas conversas internas ao longo do atendimento de um casal com uma criança que havia recebido uma suposição de diagnóstico psiquiátrico feito pela orientadora escolar. Sua preocupação foi a respeito dos efeitos desse diagnóstico na dinâmica da família. As referências teóricas baseiam-se em diversos autores que conversam com o Construcionismo Social, as Práticas Colaborativas e o trabalho com as ressonâncias da família e da terapeuta.


http://dx.doi.org/10.21452/2594-43632019v28n64a02


Palavras-chave


Não Saber; Construcionismo Social; Criatividade

Texto completo:

PDF

Referências


Andersen, T.(2002). Processos reflexivos.Rio de Janeiro: Noos.

Andersen, T. (1998). Reflexões sobre a Reflexão com as Famílias. In S. McNamee& K. J. Gergen (Orgs.),Terapia como Construção Social (pp. 69-85). Porto Alegre: Artes Médicas.

Anderson, H. (2009). Conversação, Linguagem e Possibilidades: um enfoque pós-moderno da terapia. São Paulo: Roca.

Anderson, H. (2009). Terapia colaborativa: Relacionamentos e Conversações. Nova Perspectiva Sistêmica, 33, 37-52.

Anderson, H. &Goolishian, H.(1998). O cliente é o especialista: a abordagem terapêutica do não saber. InS. McNamee&K. J. Gergen(Orgs.),Terapia como Construção Social(pp. 34-50). Porto Alegre: Artes Médicas.

Colombo, S.F. (2000). Em busca do Sagrado. InH. M. Cruz, (Org.),Papai, Mamãe, Você… E eu?(pp. 168-188). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Gergen, K. J. &Gergen, M. (2010). Construcionismo Social: um convite ao diálogo. Rio de Janeiro: Noos.

Gergen, K. J. &McNamee, S. (2010). Do discurso sobre a desordem ao diálogo transformador. Nova Perspectiva Sistêmica, 38, 47-62.

Grandesso, M. (2011). “Dizendo olá novamente”: a presença de Michael White entre nós, terapeutas familiares. Nova Perspectiva Sistêmica, 41, 99-118.

Hoffman, L. (1998). Uma Postura Reflexiva para a Terapia de Família.In S. McNamee& K. J. Gergen (Orgs.),Terapia como Construção Social (pp. 13-33). Porto Alegre: Artes Médicas.

Lenzi, B. (2017). O fazer e o estar em terapia dialógica colaborativa. Nova Perspectiva Sistêmica,26(57), 37-52.

McNamee, S. (2018). Profissionais como pessoas: encontros dialógicos para transformação. InM. Grandesso(Org.),Colaboração e diálogo: aportes teóricos e possibilidades práticas (pp. 75-95). Curitiba: CRV.

Rober, P. (2009). A conversa interna do terapeuta na prática da terapia de família: lidando com ascomplexidades dos encontros terapêuticos com famílias. Nova Perspectiva Sistêmica, 35, 46-60.

Shotter, J. (2017). Momentos de referência comum na comunicação dialógica: uma base para elaboração clara em contextos únicos. Nova Perspectiva Sistêmica, 26(57), 09 -20.

White, M. (2012). Mapas da Prática Narrativa. Porto Alegre: Pacartes.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia

A revista Nova Perspectiva Sistêmica é publicada pelo Instituto Noos São Paulo.

Está indexada por Latindex, DOAJ, Clase, BVS-PSI, PePSIC, Periódicos CAPES, MIAR Universitat Barcelona e Google Acadêmico.

Conceito B3 no Qualis.