A Constelação Familiar é sistêmica?

  • Sueli Marino Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, SP
  • Rosa Maria S. Macedo Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, SP
Palavras-chave: Constelação Familiar, Terapia Familiar Sistêmica, Pensamento Sistêmico, Família

Resumo

A Constelação Familiar de Bert Hellinger é ensinada como uma prática sistêmica empregada em contextos terapêuticos e organizacionais e como uma especialidade do Direito Sistêmico no judiciário. O objetivo deste artigo é analisar e compreender os principais pressupostos teóricos da Constelação Familiar comparando-os com os do Pensamento Sistêmico Novo-Paradigmático, a fim de ratificar ou apontar as divergências entre eles. A análise efetuada nos levou a concluir que a Constelação Familiar não pode ser considerada uma prática sistêmica, mas sim uma técnica baseada nos princípios epistemológicos da ciência moderna.

DOI http://dx.doi.org/10.21452/2594-43632018v27n62a02

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sueli Marino, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, SP

Doutoranda em Psicologia Social (PUC-SP), mestre em Psicologia Clínica (PUC-SP), especialista em Terapia Familiar e de Casal (PUC-SP).
NUPRAD – PUC SP / NUFAC – PUC SP, SP.

Rosa Maria S. Macedo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, SP
Professora emérita da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa: Família e Comunidade do PEPG em Psicologia Clínica (NUFAC), coordenadora dos Cursos de Especialização em Psicoterapia e Orientação Familiar e de Mediação: Resolução Pacífica de Conflitos. Líder do GT da ANPEPP: Família e Comunidade. Fundadora da ABRATEF. São Paulo, SP.

Referências

Cerveny, C. M. O. (2001). A Família como modelo: desconstruindo a patologia. Campinas, SP: Livro Pleno.

Grandesso, M. A. (2000). Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Grandesso, M. A. (2009). Desenvolvimentos em Terapia Familiar: das teorias às práticas e das práticas às teorias. In L. C. Osório & M. E. P. Do Valle (Eds.), Manual de Terapia Familiar (pp. 104-118). Porto Alegre: Artmed

Hellinger, B. (1998). A Simetria Oculta do Amor. São Paulo: Cultrix.

Hellinger, B. (2008). Viagens Interiores. Patos de Minas, MG: Atman.

Hellinger, B. (2010). Ordens do amor: um guia para o trabalho com Constelações Familiares. São Paulo: Pensamento-Cultrix.

Houaiss, A. (2009). Houaiss Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva.

Macedo, R. M. S. (2009). Questões de gênero na terapia de família e de casal. In L. C Osório & M. E. P. Do Valle (Eds.), Manual de Terapia Familiar (pp. 58- 73). Porto Alegre: Artmed.

Macedo, R. M. S., Kublikowski I., Moré, C. L. O. O. (Orgs.). (2018). Pesquisa Qualitativa no Contexto da Família e Comunidade: experiências, desafios e reflexões. Curitiba: CRV EDUC.

Marino, S. (2018). Da Constelação Familiar aos Relacionamentos que Curam: um processo de construção teórica e prática. Curitiba: Appris.

Portaria nº 702 de 21 de março de 2018. (2018). Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares-PNPIC. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Recuperado de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html

Resolução nº 125, de 29 de Novembro de 2010. (2010). Dispõe sobre a Política Pública de tratamento adequado dos conflitos de interesses. Brasília, DF: Conselho Nacional de Justiça. Recuperado de http://www.crpsp.org.br/interjustica/pdfs/outros/Resolucao-CNJ-125_2010.pdf

Tekzis, A. I. (1987). Constelação familiar e esquizofrenia. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 45(3), 276-280.

Recuperado de https://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1987000300007

Vasconcellos, M. J. E. (2002). Pensamento Sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas, SP: Papirus.

Publicado
2019-02-09
Como Citar
Marino, S., & Macedo, R. M. S. (2019). A Constelação Familiar é sistêmica?. Nova Perspectiva Sistêmica, 27(62), 24-33. https://doi.org/10.38034/nps.v27i62.441
Seção
Artigos